Bons hábitos, rotina de exames e diagnóstico precoce contribuem com o bom funcionamento dos rins


30.03.2021

Indispensáveis para a sobrevivência do ser humano, os rins têm a responsabilidade de depurar (filtrar) e eliminar as toxinas geradas pelo nosso metabolismo. Tamanha é a importância dos órgãos, que no próximo dia 11 é celebrado o Dia Mundial do Rim.   

Existem várias doenças que podem acometer os rins, como cálculos renais, tumores renais, doenças autoimunes e infecções renais. “São inúmeras as doenças que podem comprometer o bom funcionamento dos rins, porém, as duas principais causadoras da chamada doença renal crônica, caracterizada pela perda lenta e contínua das funções dos órgãos, e que pode atingir pessoas de qualquer faixa etária, mas em especial a partir dos 60 anos de idade, são a hipertensão e a diabetes”, destaca o urologista e coordenador da Comissão de Transplantes Renais do Hospital Unimed Campo Grande, Dr. Thiago Frainer Gonçalves.   

Uma informação importante e que serve de alerta é que a maior parte das doenças renais desenvolvem-se lentamente e, muitas vezes, são assintomáticas na fase inicial. “Muitas doenças ligadas aos rins não apresentam sintomas específicos no início e alguns diagnósticos são feitos através de exames laboratoriais. No entanto, em estágios avançados, os pacientes podem apresentar anorexia, náuseas, vômitos, estomatites, alteração do paladar, necessidade de urinar com frequência duramente a noite, esgotamento, fadiga, prurido, diminuição da acuidade mental, contrações musculares, cãibras, retenção hídrica, desnutrição, neuropatia periférica e convulsões”, detalha o especialista.  

A boa notícia é que a maioria das doenças renais tem tratamento. “O tratamento deve ser direcionado para a origem da sua patologia. Nos casos de infecção, por exemplo, é baseado em antibióticos, nos cálculos renais obstrutivos deve ser direcionado para o restabelecimento do fluxo urinário. O mesmo ocorre na doença renal crônica, onde o tratamento passa desde a orientação dietética, nos casos mais leves, até as terapias de substituição renal, que são a hemodiálise, a diálise peritoneal e o próprio transplante renal”, explica o doutor.           


Além disso, quanto antes diagnosticada a patologia, maiores são as chances de cura ou de controle da doença. Para isso é essencial passar por uma avaliação médica periodicamente. Vale destacar que manter hábitos saudáveis de vida também podem contribuir com a saúde dos rins.  


“Controlar a ingesta de sal, não exagerar no consumo de proteínas, ingerir quantidade de água adequada, praticar atividade física regularmente e realizar acompanhamento médico regular são essenciais para manter a saúde renal”, pontua Dr. Thiago.  

Transplante Renal  

O transplante de rim é uma opção para tratar pacientes com doença renal crônica em estágio já avançado. Considerada a alternativa mais completa e efetiva, a intervenção pode devolver a qualidade de vida ao transplantado, já que ele passa a contar com um rim saudável. “Os casos com indicação de transplantes são selecionados respeitando critérios clínicos e o paciente eleito para a intervenção é inserido na lista nacional de transplante”, pontua o urologista. 


Há pouco mais de um ano o Hospital Unimed Campo Grande foi credenciado pelo Ministério da Saúde para realizar transplantes renais.   

Único da rede privada de Mato Grosso do Sul a dispor do serviço, a unidade hospitalar conta com infraestrutura de ponta e uma equipe especializada e totalmente preparada para realizar os transplantes renais. 

Fonte: https://www.acritica.net/editorias/saude/bons-habitos-rotina-de-exames-e-diagnostico-precoce-contribuem-com-o/511050/