Bexiga hiperativa


A condição que define a bexiga hiperativa é a presença de sintomas de urgência miccional (repentina vontade ir ao banheiro), com ou sem incontinência urinária, frequentemente relacionada com o aumento da frequência urinária, sem causa infecciosa. O paciente não consegue controlar a bexiga para que ele permaneça em estado de repouso, isso acontece devido à perda do controle neurológico sobre dos músculos da bexiga, fazendo com que contraia independentemente, gerando desejo iminente de urinar. É importante reconhecer que a bexiga hiperativa não é propriamente uma doença e sim um conjunto complexo de sintomas que podem acomete entre 50 a 100 milhões de pessoas. O grau de desconforto causado pelos sintomas influencia diretamente no bem estar emocional, psicológico e social de homens e mulheres, comprometendo significativamente a qualidade de vida do paciente.

O diagnóstico da BH inclui uma revisão da história médica do paciente com a avaliação dos sintomas relacionados ao armazenamento de urina (urgência miccional e a frequência urinária diária) e ao esvaziamento (hesitação, esforço miccional, história prévia de retenção miccional e intermitência). Exames complementares, como cultura de urina (urocultura), resíduos pós miccional, diário miccional e questionário padronizado de sintomas, a fim de excluir outras doenças e fornecer dados para guiar o tratamento.


Tratamentos

A terapia comportamental compreende a primeira linha de tratamento para a BH, visto que é eficaz, não invasiva e possui pouco ou nenhum efeito colateral. A terapia comportamental inclui diário miccional, treinamento vesical (micção programa e retardo da micção), exercícios de oclusão retal e supressão de urgência usando contração do assoalho pélvico, eletroestimulação, controle de ingesta de líquidos, redução de cafeína, mudanças alimentares (restrição de alimentos que são irritantes vesicais), redução de peso e mudança de estilo de vida. O tratamento da bexiga hiperativa também envolve o uso de medicamentos que reduzem a atividade vesical. Quando não há resultado com a medicação e terapia comportamental é indicado o uso de toxina botulínica (botox). O botox é injetado em múltiplos pontos da parede vesical com a finalidade de proporcionar o relaxamento muscular, não possui efeito definitivo e com duração entre três a seis meses.

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