Hiperplasia Prostática Benigna: HPB


A hiperplasia prostática benigna representa uma das doenças mais frequentes na população masculina idosa, ocorre em 80% dos homens acima de 80 anos de idade e possui forte impacto na qualidade de vida por alterar o ritmo de sono e das atividades diárias. A HPB consiste em alterações histológicas que causam proliferação celular, levando ao aumento da glândula prostática. Devido a sua localização, o aumento da próstata causa o estreitamento da uretra, ocasionando obstrução ao fluxo urinário.

Os principais sintomas da HPB são jato urinário fraco e interrompido, esforço para urinar, gotejamento terminal, sensação de esvaziamento completo, incontinência urinária de urgência, aumento da frequência urinária, principalmente durante o período noturno.

O diagnóstico da HBP baseia se no histórico do paciente, exame de toque retal para estimar o volume e a consistência da próstata e exames complementares de imagens, como ultrassonografia e ressonância magnética.

Alguns dos casos de HPB são assintomáticos e não necessitam de tratamento. Em pacientes com sintomas de obstrução urinária a primeira linha de tratamento da HPB é feita através do uso de medicamentos que diminuem o volume prostático. O tratamento cirúrgico é indicado em casos de falhas do tratamento medicamentoso, em pacientes com história de retenção urinária aguda, infecções urinárias de repetição, hematúria (sangue na urina) recorrente, lesão do trato urinário superior a obstrução vesical ou litíase vesical.

O tratamento cirúrgico da HPB compreende técnicas de cirurgia convencional (prostatectomia aberta) e endoscópica (ressecção transuretral da próstata e a incisão transuretral da próstata). A escolha do procedimento cirúrgico baseia se no volume prostático, preferência individual do cirurgião e restrições do paciente.

A ressecção transuretral da próstata é o método cirúrgico endoscópico padrão para o tratamento da obstrução urinária causada pela HPB. Consiste em método cirúrgico minimamente invasivo, indicado para pacientes com volume prostático leve a moderado, e com melhora dos sintomas obstrutivos ao fluxo urinário em torno de 85% dos casos. Outro método endoscópico disponível para o tratamento da HPB é a incisão transuretral da próstata, método cirúrgico eficaz, comumente utilizado em pacientes jovens com próstata de menor volume. Em casos de pacientes com próstata muito volumosas é utilizado o tratamento cirúrgico por via aberta (prostatectomia aberta).

A utilização de laser como fonte de energia para a destruição do tecido prostático é uma das grandes inovações recentes para o tratamento da HPB. As técnicas cirúrgicas que utiliza laser são realizadas através da uretra, sem qualquer incisão na pele. A vantagem principal do uso de laser é a redução do uso de sondas vesicais, de hemorragias.


Quadro Clínico: Os principais sintomas são: jato urinário fraco, gotejamento miccional, esvaziamento vesical incompleto, aumento da frequência miccional noturna, esforço miccional. O diagnóstico é feito pela historia clinica, exame físico e exames complementares, como por exemplo, o ultrassom de próstata.


Tratamento: A terapêutica deve ser individualizada e focada na qualidade de vida. A participação do paciente na escolha do seu tratamento é de fundamental importância para a melhora dos sintomas. As opções de manejo incluem a terapia medicamentosa, terapias minimamente invasivas e tratamento cirúrgico. Cerca de 20% dos portadores de Hiperplasia Prostática Benigna necessitarão alguma intervenção cirúrgica para resolução do seu quadro clinico.

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